Time catalão vence por 3 a 1 o Man Utd, alcança seu quarto título europeu dando um show a quase 88 mil pessoas em Wembley.
O que a maioria dos jornalistas e amantes do futebol previa, e posso dizer, queria, aconteceu. Em Londres, no estádio de Wembley, o Barcelona se tornou tetracampeão europeu após uma bela atuação diante do Manchester United. Comandado pelo melhor do mundo Lionel Messi, que marcou o segundo gol e fez a jogada que originou o terceiro, o Barcelona veceu os Red Devils por 3 a 1. Pedro e David Villa marcaram os outro, enquanto Rooney descontou para o time inglês.
Técnico do Barcelona, Pep Guardiola chegou ao seu décimo título na carreira, o terceiro na Liga - dois como treinador e um como jogador (na temporada 1991/1992) e aos 40 anos, o técnico mais novo da história a ser bicampeão. E um dos técnicos mais vitoriosos da história do futebol, o inglês Alex Ferguson saiu de campo conformado com a derrota. Há 25 anos no comando do time inglês, o treinador afirmou que o atual time do Barcelona é o melhor que já enfrentou em sua carreira no Manchester.
"Fomos superados por um time fantástico, o melhor que já enfrentamos desde que estou à frente do Manchester. Eles mesmerizam você com suas trocas de passe e nós nunca conseguimos controlar Messi. Quando você enfrenta times que alcançam níveis como esses, fica difícil. Grandes times funcionam em ciclos e o ciclo do Barcelona neste momento é o melhor da Europa, não há dúvidas sobre isso", afirmou Ferguson, contundente. "Fomos batidos pelo melhor time da Europa e não há nenhuma vergonha nisto".
Xavi Hernández, Andrés Iniesta, Pedro Rodríguez, David Villa... todos tiveram grandes atuações e sufocaram os ingleses, que em determinado momento equilibraram a partida, mas não conseguiram manter a marcação avançada. Mas impossível não destacar separadamente o argentino Lionel Messi, que aos 23 anos leva sua terceira Champions League. A final de Wembley consagrou o craque como recordista de gols (12) em uma edição desta era da Copa dos Campeões, primeiro atleta a ser artilheiro do torneio três anos seguidos.
Somente o brasileiro naturalizado italiano Mazzola, chamado de Altafini no país da bota, continua como o atleta a ter feito mais gols em apenas uma edição da Copa dos Campeões, já que fez 14 gols pelo Milan na temporada 1962/1963. Gerd Müller ainda é o único a ser artilheiro em quatro edições (mas não seguidas), pelo Bayern de Munique, em 1972/1973, 1973/1974, 1974/1975 e 1976/1977. Messi pode superá-lo na próxima temporada e com uma peculiaridade em relação a todos os outros: nunca dividiu o posto de maior goleador da Copa dos Campeões, sempre o ocupou de forma isolada.
De volta para o coletivo, ao final da partida, Guardiola sacou Daniel Alves para entrada de Puyol. O capitão do time durante toda a temporada recebeu a faixa das mãos de Xavi para ter o privilégio de levantar mais um caneco para o Barcelona. Festa em Wembley, na Espanha e, principalmente, na Catalunha.
Mas uma momento especial pegou a todos de surpresa na hora da premiação em Londres. O capitão Puyol abriu mão de erguer o troféu pela terceira vez (ele foi o capitão nas conquistas de 2006 e 2009) e passou a braçadeira para o francês Abidal. O lateral-esquerdo viveu um drama durante a temporada ao ser submetido a uma cirurgia no fígado para a retirada de um tumor. Final épico para um time que merece a glória.




















