Segundo levantamento feito pela consultoria Crowe Horwarth RCS, o mercado do futebol no Brasil movimentou, em 2009, quase R$ 2 bilhões.
Com um crescimento de 54% nas receitas em relação a 2008, o Corinthians tem o maior faturamento entre os clubes do futebol brasileiro, de acordo com um estudo divulgado neste domingo pela Folha de S. Paulo, elaborado pela consultoria Crowe Horwath RCS.
Graças ao impulso nas verbas de publicidade e patrocínio causado pela presença do astro Ronaldo, o Corinthians somou em 2009 um faturamento de R$ 181 milhões, contra “apenas” R$ 99,8 milhões de dívidas.
O segundo time de maior receita é o Internacional (R$ 176,2 mi), seguido por São Paulo (R$ 174,8 mi), Palmeiras (R$ 125 mi) e Cruzeiro (R$ 121,3 mi). Já o campeão de dívidas é o Fluminense, com R$ 329,3 milhões. O time das Laranjeiras tem R$ 61,3 milhões de receitas.
Logo depois do Fluminense vem o Vasco, que ganhou R$ 84,8 milhões em 2009, mas tem dívidas de R$ 327,4 milhões. Botafogo e Flamengo, também na casa dos R$ 300 milhões, vêm em seguida, consolidando o futebol carioca como o mais endividado do futebol brasileiro.
As menores dívidas são do Atlético-PR e do São Caetano. Ambos têm apenas R$ 1,3 milhões no vermelho. No caso do time do ABC, o jornal enfatiza que o bom resultado é decorrente do baixo custo do futebol do clube, que disputa a segunda divisão desde 2007.
Ainda de acordo com o estudo, a movimentação financeira do futebol brasileiro cresceu significativamente nos últimos anos, e projeta uma evolução ainda maior até 2014, ano da Copa no Brasil. Em 2003, as receitas eram de R$ 0,8 bilhão no total, e a previsão para 2010 é de R$ 2,1 bilhões. Daqui a quatro anos, deverá ser de R$ 3 bilhões.
Nós publicamos projeções que indicavam 1,9 bilhão em 2009 e 2,1 bilhões em 2010", afirma Amir Somoggi, diretor de esportes da firma. "E é interessante notar que, hoje, sete clubes já têm faturamento superior a 100 milhões por ano, algo inexistente em 2003".
Para compreender a ascenção do mercado, é necessário analisar a participação de cada fator nas receitas dos times. Os direitos de transmissão, em 2003, representavam 33%. Até 2008, houve decréscimo para 23%, recuperando-se em 2009 para 28%.
A verba arrecadada nas bilheterias, por outro lado, eram responsáveis por apenas 7% em 2003, mas cresceram para 11% em 2008 e fecharam 2009 em 13%. "Os clubes têm trabalhado na diversificação de receitas e têm se tornado menos dependentes da venda de atletas, que sempre sofre altos e baixos todos os anos", explica Somoggi.
Seguindo o raciocínio do diretor, a comercialização de jogadores, curiosamente, decresceu. Em 2003, representava 26% do faturamento total, atingindo 27% em 2008, porém caindo para 19% em 2009. "São sinais da crise econômica", justifica o especialista. "Os brasileiros deixaram de vender pela falta de poder aquisitivo dos europeus".















