"Vasco é o time da virada, Vasco é o time do amor". Equipe cruzmaltina sai perdendo no Maracanã, mas faz 2 a 1 no segundo.
Fazendo jus à música de sua torcida, que o Vasco cumpriu seu segundo grande objetivo traçado no dia 7 de dezembro de 2008, quando foi rebaixado. E com esta tradição que acompanha o clube há tanto tempo, os jogadores se inspiraram para vencer o América-RN por 2 a 1 e conquistar o título da Série B com duas rodadas de antecedência. Foram seis anos sem comemorar um título.
A conquista foi sofrida porque o time carioca saiu em desvantagem, perdeu um pênalti e teve que lutar muito para conseguir a vitória que garantiu o título inédito para a equipe de São Januário. Com a vitória, o time de São Januário chegou aos 76 pontos ganhos e não pode mais ser alcançado pelo Guarani que soma 65. Já o América de Natal, que lutou muito para evitar a derrota, segue em situação delicada na tabela de classificação pois está com 42 pontos, em 15º lugar.
O JOGO
O primeiro tempo começou com o Vasco bem desorganizado. A equiope não mostrou-se com a concentração necessária para se isolar do clima de festa que tomava conta do Maracanã. Desde o início, a equipe mostrou-se dispersa e sem capacidade para fazer a transição da defesa para o ataque.
O time potiguar,mais bem distribuído em campo, impedia que o time carioca manobrasse com desenvoltura. E aos 13 minutos, a equipe visitante marcou. Lúcio recebeu passe na grande área, se aproveitou da hesitação do zagueiro Titi para chutar cruzado sem defesa para o goleiro Fernando Prass. Exatamente aos 13 minutos de uma sexta-feira 13, o Vasco saía atrás no placar.
A torcida vascaína pareceu não sentir o golpe e seguiu incentivando a equipe que continuava com dificuldades para criar boas jogada s de ataque. Já o Vasco continuava errando passes e cruzamentos, principalmente quando se aproximava da área americana. O time comandado por Dorival Júnior só ameaçava em cobrança de faltas, mas os resultados eram frustrantes para a torcida vascaína.
A equipe não se mostrava contagiada pelas vozes da arquibancada. Assim, o que eram incentivos transformaram-se em vaias, em protesto contra a falta de coordenação do Vasco, que levava perigo apenas nas jogadas de bola parada. Do outro lado, o América se aproveitava dos erros do adversário e controlou sua vantagem até o intervalo.
O Vasco voltou para o segundo tempo com Fumagalli e logo no primeiro minuto, o ex-jogador do Sport foi derrubado na área por Leandro. O árbitro marcou pênalti e expulsou o zagueiro americano que já tina cartão amarelo. Élton bateu no meio do gol e o goleiro Rodolpho defendeu, frustrando a galera vascaína. Mesmo com dez homens, o América não se acovardou e quase ampliou aos cinco minutos em arrancada de André Luís que só não marcou o segundo por causa da saída precisa do goleiro Fernando Prass.
Com um jogador a menos, o time rubro limitava-se a defender e aos 13 minutos, mais um pênalti. Carlos Alberto foi derrubado por Julio Terceiro. Elton mostrou confiança e foi para a cobrança novamente. Dessa vez, bola para um lado e goleiro para o outro e festa da torcida no Maraca.
O Vasco, no entanto, não conseguiu, de forma imediata, se fazer valer dessa empolgação para logo garantir a virada. A equipe continuava dispersa e atacando de forma desorganizada. O técnico Dorival Júnior, que já havia arriscado ao substituir o zagueiro Vilson por Philippe Coutinho, abriu muito mais o time trocando Fagner por Aloísio.
Aos 40 minutos, o Vasco desempatou. A jogada começou com Carlos Alberto no lado direito. Ele prendeu a bola diante de dois adversários e tocou para Fumagalli que descobriu Alex Teixeira dentro da área. O meia evitou um zagueiro e chutou rasteiro, no canto direito do goleiro Rodolpho que se esticou mas não pôde impedir o gol foi Vasco. Depois do segundo gol, a torcida passou a festejar e os jogadores apenas procuraram garantir o resultado para festejar a grande conquista.