Maiores patrocínios brasileiros em 2009. Corinthians lidera a lista no ano devido ao efeito "Fenômeno".
Mais da metade dos clubes da Série A de 2009 começou o ano sem patrocínio. Dentre eles estavam, Corinthians, Cruzeiro, Palmeiras e São Paulo, clubes que ambicionavam um maior valor de contrato pela força na mídia ou pelo fato de disputarem a Libertadores. Todos eles atualmente possuem bons patrocinadores pois resolveram se adequar a realidade financeira ou encontraram uma solução "fenomenal".
Já o Atlético-MG, têm uma posição própria em relação a patrocínio. "Não tem aquém ou além para o Atlético. Nós temos um valor para a camisa, que se alguém oferecer passa a ser o patrocinador. Se as propostas não atenderem às intenções do clube, ficaremos sem patrocínio", afirmou Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG e e responsável pelas negociações.
Flamengo e Vasco tiveram problemas por causa da regularização fiscal,exigência da legislação brasileira para todos os patrocinados por instituições federais. O Rubro-negro teve dificuldade para receber o valor por conta das dívidas e decidiu buscar um novo parceiro na iniciativa privada. O Gigante da Colina também teve dificuldades, a negociação durou 7 meses, mas no fim, resolveu as pendências e assinou contrato.
Grêmio e Inter assinaram recentemente acordos mais vantajosos, porém, integrantes dos departamentos de marketing admitem dificuldades em patrocínios exclusivos pelo temor dos investidores em apostar apenas em um time, afastando o público consumidor do rival. Apesar dos números distantes dos clubes de São Paulo, dirigentes dos dois clubes acham que a renovação será boa pelo tamanho do mercado gaúcho. A superiodidade paulista está relacionada ao fato das empresas e cifras valiosas estarem concentradas no mercado paulista, até porque a capital paulista é considerada a capital financeira do país.
PATROCÍNIOS DOS PRINCIPAIS CLUBES BRASILEIROS
1º Corinthians - R$ 18 milhões (Batavo) + R$ 6,5 milhões (Bozzano) + R$ 4,5 milhões (Banco PanAmericano)
O projeto Corinthians/Ronaldo, financeiramente, é um sucesso. Porém, todos os patrocínios tem vínculo até o fim do ano somente. Além do principal patrocínio do país e dos quase R$ 30 milhões no total, houveram patrocinadores esporádicos, Locaweb, Visa, Panasonic, Lupo, PanAmericano, Bozzano e Wizard, dos quais renderam R$ 1,4 milhão ao longo do Paulista.
2º São Paulo – R$ 16 milhões (LG) + R$ 4,5 milhões (LG Display In-Plane Switching (IPS))
No começo do ano pleiteava um patrocínio de trinta milhões, inviável por vários fatores, inclusive a crise econômica. Por conta disso, a empresa sul-coreana e o clubem que são parceiros desde 2001, fecharam um novo acordo até o fim de 2009, com valores dentro da realidade. Quanto ao contrato para exibir o logo nas mangas da camisa, o acordo terá validade até fevereiro de 2010.
3º Palmeiras – R$ 15 milhões (Samsung) + Sem valor (Fast Shop)
A partir de 2009, pelos próximos 3 anos a Samsung irá estampar a sua marca no peito da camisa alviverde, substituindo assim a Fiat, que havia assinado no fim de 2007. O patrocínio também permitirá ao clube aumentar o montante recebido através de bonificações. O Palmeiras fechou com a Fast Shop como sua nova parceira para as mangas, mas o contrato foi acertado diretamente com a Samsung, detentora exclusiva da camisa palmeirense.
4º Vasco – R$ 14 milhões (Eletrobrás) + R$ 330 mil (Habib’s)
O principal patrocínio do Vasco, arquitetado pelo presidente Roberto Dinamite garante ao clube R$ 14 milhões anualmente e tem duração de 4 anos. Já o contrato com a rede de fastfood foi assinado por Eurico Miranda em 2008 e vai até o fim de 2012. Provavelmente será rescindido de forma unilateral, mas deverá acontecer somente em 2010.
5º Santos – R$ 8,5 milhões (Sem Toshiba) + Valor não divulgado (Universo Tintas)
O contrato vigente de R$ 8,5 milhões anuais, vence em dezembro deste ano e está em processo de renovação na diretoria santista. O valor e tempo de contrato do patrocínio da manga da camisa não foram anunciados pelas partes envolvidas.
6º Cruzeiro – Não-divulgado (Banco Bonsucesso)
A empresa estampará sua marca no peito e nas costas da camisa celeste até o final desta temporada. Há uma cláusula no contrato que não permite a divulgação do valor do negócio, mas especula-se que o Cruzeiro receberá algo em torno de R$ 8 milhões por ser o maior patrocínio da história do clube.
7º Flamengo – R$ 3,5 milhões (Ale) + R$ 2,5 milhões (Bozzano)
Após 24 anos, o Flamengo decidiu não renovar o contrato com a Petrobrás e desde abril vinha recusando patrocínios pontuais. Com a negativa desse tipo de acordo, o clube fechou contrato para divulgar a Olympikus (fornecedora de material esportivo) Tube por três meses, rendendo assim R$ 3 milhões ao clube até setembro. A partir de 1º de outubro a 31 de dezembro de 2009 será patrocinado pela Ale, distribuidora de combustíveis, com investimento de R$ 3,5 milhões. Quanto a manga, a diretoria do clube fechou um acordo de seis meses (iniciado em julho), que renderá R$ 2,5 milhões aos cofres rubro-negros.
8º Botafogo – R$ 7,2 milhões (Liquigás)
A acordo começou há cerca de dois anos por R$ 6,5 milhões e o valor sofre correção monetária. O Botafogo recebe R$ 2,0 milhões da Liquigás e R$ 4,5 milhões da BR Distribuidora, controladora da Liquigás. A razão da divisão é que o orçamento de publicidade da distrbuidora de gás não era suficiente para abarcar o valor total.
9º Grêmio – R$ 7 milhões (Banrisul) + (Tramontina) + (Unimed)
O novo acordo de patrocínio com o banco Banrisul tem validade de dois anos. Já no segundo ano do contrato, serão R$ 9 milhões, através de um pacote de serviços do banco em troca da imagem do clube. O Grêmio também tem Tramontina e Unimed (que giram em torno de R$ 1 milhão cada) como parceiros comerciais e todos os contratos foram renovados recentemente.
10º Inter - R$ 7 milhões (Banrisul) + (Tramontina) + (Unimed)
O contrato do Inter segue os mesmos moldes do contrato do Grêmio com o banco. Assim com os patrocinadores de manga e calção, que alias, é motivo de muita discussão, pois os dois clubes precisam dividir seus patrocínios. Pois há uma tradição gaúcha de bipolaridade e as empresas não querem enfrentar uma rejeição em seus produtos entre as duas torcidas.
11º Fluminense – Não-divulgado (Unimed)
O acordo entre o tricolor e Unimed não é balizado por normas contratuais claras, haja vista que o patrocinador paga salários e ajuda a contratar atletas para o clube. É mais uma parceria que um patrocínio fixo, e temo pelo clube quando deixar de existir, ou vocês não se lembram do Palmeiras da Parmalat, do Corinthians da MSI...
12º Atlético-MG
O Galo está desde 2008 sem estampar uma marca de patrocínio em sua camisa, já que não houve renovação de contrato com a Fiat Automóveis, último patrocinador. O Atlético recusou um patrocínio pontual de 500 mil reais para a disputa do título mineiro contra o Cruzeiro.