Equipamentos e outros métodos fornecem dados e possibilidades de acompanhamento totalmente individualizados dos jogadores de futebol.
A evolução do treinamento no futebol proporcionou mudanças substanciais em relação à décadas anteriores, o número de jogos e horas dedicadas às sessões de treinamento sofreram aumentos significativos. As dinâmicas das cargas de treinamento foram alteradas em decorrências de novos conceitos acerca do futebol da atualidade.
Como exemplo, podem-se observar, as diferenças nas distâncias percorridas nas Copas do Mundo, na Copa da Suíça em 1954, em média durante um jogo, os atletas percorriam a distância total de 4.500 metros, e a partir da Copa da Itália em 1990, estas distâncias totais totalizavam mais de 10.000 metros, é o que também se observa nos dias atuais.
A estatística disponibilizada pela Fifa na Copa das Confederações pode servir como um parâmetro de informação. Para conseguir os números, a Fifa instala câmeras panorâmicas no topo dos estádios. Elas fazem um mapeamento do campo e enviam dados para dois computadores durante a partida. Um programa, então, calcula a quilometragem percorrida por cada jogador em campo.
Liderando as estatísticas de quilometragem percorrida surgem os EUA. O jogador que mais correu durante a primeira fase da competição foi Bradley, com 36,426 metros, quase 40 quilômetros. Seguido pelos compatriotas Dempsey, 34,855 metros e Donovan 34,263 metros. Por isso a preocupação com o desgaste físico é enorme.
Os médicos da seleção brasileira, José Luiz Runco e Serafim Borges, explicaram o trabalho feito com o grupo destacando a importância dos jogadores descansarem entre uma partida e outra. Um dos métodos é examinar, a cada 48 horas, uma enzima do corpo em que é possível medir a fadiga muscular. Dessa forma os médicos podem armazenar os dadose e ter uma noção do momento para frear ou aumentar a carga de trabalho.
DENSITRÔMETRO OSSÉO A FAVOR DO TIMÃO
O Corinthians apresentou na tarde desta terça-feira, no Parque São Jorge, o densitômetro ósseo, um aparelho que funciona como uma espécie de “scanner”, capaz de registrar imagens do corpo humano em seis minutos. A avaliação corporal capta informações de massa magra, massa gorda, percentual de gordura, massa óssea e desequilíbrio muscular. Com as informações em mãos, o fisioterapeuta pode dar início a um tratamento preventivo, enquanto o preparador físico tem melhores condições de definir a carga de treinamento.
O clube paulista é o primeiro do Brasil no futebol a adquirir o equipamento. O departamento médico do time profissional do Corinthians conheceu a máquina, que custa entre R$ 280 e 300 mil, por intermédio da equipe médica do clube Rede, de atletismo, que usa o equipamento para monitorar seus atletas, em Presidente Prudente, interior de São Paulo. As análises das informações serão utilizadas em um processo a longo prazo.















